BRZ: guia completo da stablecoin pareada ao real brasileiro

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Tokens BRZ, stablecoin lastreada em real brasileiro criada pela Transfero em 2019

O BRZ é a principal stablecoin pareada ao real brasileiro. Criado pela Transfero em 2019, foi a primeira stablecoin lastreada em reais e hoje é utilizado por empresas, instituições financeiras e plataformas para pagamentos, liquidação financeira e operações com ativos digitais.

Como uma stablecoin, o BRZ combina a estabilidade do real com a eficiência da tecnologia blockchain, permitindo movimentar valores em diferentes redes sem a volatilidade de preço, como algumas criptomoedas.

Neste guia, você entenderá o que é uma stablecoin, como o BRZ funciona, como sua paridade é preservada, em quais blockchains está disponível, seus principais casos de uso e por que se consolidou como a principal stablecoin do real.

O que é uma stablecoin?

Stablecoins são ativos digitais desenvolvidos para acompanhar o valor de um ativo de referência, geralmente uma moeda fiduciária, como o dólar ou o real. Diferentemente de criptomoedas como bitcoin e ether, elas buscam manter um preço estável, tornando-se adequadas para pagamentos, liquidação financeira, transferências e outras operações.

O BRZ pertence a essa categoria. Cada token mantém uma relação de 1 BRZ = R$ 1, permitindo representar o real em diferentes redes blockchain. Dessa forma, empresas e usuários podem aproveitar os benefícios da tecnologia blockchain sem abrir mão da estabilidade da moeda brasileira.

O que é o BRZ?

O BRZ é uma stablecoin emitida pela Transfero que representa digitalmente o real brasileiro em redes blockchain.

Seu principal objetivo é permitir que empresas, instituições financeiras e investidores utilizem o real em uma infraestrutura interoperável, disponível continuamente e conectada ao ecossistema global de ativos digitais.

Na prática, o BRZ pode ser utilizado em pagamentos, liquidação financeira, negociação de ativos digitais, remessas internacionais e aplicações em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi).

Desde seu lançamento, consolidou-se como a principal stablecoin pareada ao real brasileiro e uma das mais relevantes entre as stablecoins emitidas em mercados emergentes.

Segundo o relatório 10+ BRL Stablecoins, da Fintrender, o mercado brasileiro reúne mais de dez stablecoins pareadas ao real, com uma capitalização combinada superior a R$ 720 milhões. Nesse cenário, o BRZ permanece como a principal referência do segmento e responde por 3,4% de todo o volume de stablecoins declarado à Receita Federal, atrás apenas das principais stablecoins pareadas ao dólar, segundo dados divulgados pelo InfoMoney.

Além da adoção por exchanges e investidores, o BRZ também integra a infraestrutura financeira utilizada por empresas para conectar pagamentos, liquidação financeira, câmbio e ativos digitais em uma única operação.

Como funciona?

O BRZ funciona como uma representação digital do real em blockchain. Cada token equivale a R$ 1 e pode circular entre diferentes plataformas sem perder sua referência de valor. 

Isso permite utilizar o real em exchanges, plataformas de pagamento, protocolos DeFi e outras aplicações baseadas em blockchain sem depender do sistema bancário para cada movimentação.

Enquanto os recursos permanecem vinculados ao sistema financeiro tradicional, sua representação digital circula pelas redes blockchain, permitindo integrar pagamentos, liquidação financeira, negociação de ativos digitais e aplicações descentralizadas em um único fluxo operacional.

Esse modelo simplifica a movimentação de recursos entre o sistema financeiro tradicional e a economia digital, reduzindo etapas e aumentando a eficiência das operações.

Por isso, o BRZ é utilizado tanto por investidores quanto por empresas que desenvolvem produtos financeiros, plataformas de pagamento, exchanges e outras soluções baseadas em blockchain.

Como o token mantém sua paridade com o real?

A estabilidade do BRZ é resultado de uma combinação de mecanismos financeiros, tecnológicos e operacionais que preservam sua equivalência com o real brasileiro. Esses mecanismos abrangem a manutenção de reservas, a emissão controlada de novos tokens e uma estrutura de governança voltada à segurança e à conformidade.

Lastro em reais

Cada BRZ emitido possui um valor correspondente em reais mantido em reserva. Esse modelo garante que a quantidade de tokens em circulação permaneça compatível com os recursos que dão suporte ao ativo, preservando a relação de 1 BRZ = R$ 1

Emissão e resgate

A quantidade de BRZ em circulação acompanha a demanda pelo ativo. Novos tokens são emitidos apenas quando há recursos equivalentes para lastrear sua criação e podem ser retirados de circulação mediante resgate, mantendo o equilíbrio entre a oferta e as reservas.

Governança

Além do lastro e da emissão controlada, o BRZ conta com mecanismos de governança que reforçam a segurança operacional e a conformidade regulatória. Entre eles estão a gestão das reservas, os contratos inteligentes responsáveis pela emissão e resgate dos tokens, processos de identificação de clientes (KYC), controles de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) e o monitoramento contínuo das operações.

Em conjunto, esses mecanismos permitem que o BRZ seja utilizado por empresas e instituições financeiras que precisam incorporar ativos digitais às suas operações com previsibilidade, segurança e conformidade.

Em quais blockchains o BRZ está disponível?

Um dos principais diferenciais do BRZ é sua arquitetura multichain. Em vez de estar restrito a uma única rede, o token está disponível em diferentes blockchains, permitindo que empresas e desenvolvedores escolham a infraestrutura mais adequada para cada situação entre:

  • Ethereum;

  • Solana;

  • Polygon;

  • Base;

  • Avalanche;

  • Stellar;

  • Algorand;

  • BNB Chain;

  • RSK Network.

Cada blockchain apresenta características próprias em relação a custos de transação, velocidade de processamento, liquidez e compatibilidade com aplicações descentralizadas.

Essa arquitetura amplia a interoperabilidade do BRZ e facilita sua integração com protocolos DeFi, carteiras digitais, plataformas de pagamento, exchanges e outras soluções financeiras. Como resultado, empresas podem utilizar o mesmo ativo em diferentes ecossistemas sem ficarem restritas a uma única rede.

Por que empresas utilizam o BRZ?

À medida que os ativos digitais se consolidam como parte da infraestrutura financeira global, empresas buscam formas mais eficientes de integrar pagamentos, câmbio, liquidação financeira e ativos digitais.

Nesse contexto, as stablecoins deixaram de ser utilizadas apenas por investidores e passaram a desempenhar um papel estratégico na operação de fintechs, exchanges, instituições financeiras e empresas de tecnologia.

Segundo estudo da Iporanga Ventures, citado pela Times Brasil, o volume de stablecoins pareadas ao real utilizado por empresas passou de US$ 1 bilhão em 2024 para mais de US$ 4 bilhões em 2025, enquanto o uso institucional já representa a maior parte dessas operações.

Nesse cenário, o BRZ permite incorporar o real brasileiro a aplicações baseadas em blockchain, reduzindo etapas em determinados fluxos financeiros e ampliando a integração entre sistemas tradicionais e aplicações digitais.

Para empresas que desenvolvem produtos financeiros, soluções de pagamento ou operações com ativos digitais, isso significa maior flexibilidade para oferecer serviços em reais, automatizar operações e incorporar o real brasileiro em novos modelos de negócio baseados em ativos digitais, sem abrir mão da eficiência da tecnologia blockchain.

Como investidores utilizam o BRZ

Além da negociação de ativos, o BRZ também é usado para preservar valor, acessar protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e movimentar recursos em aplicações baseadas em blockchain.

Negociação de ativos digitais

Uma das aplicações mais conhecidas do BRZ é sua utilização como par de negociação em exchanges.

Por manter a referência em reais, investidores podem comprar e vender ativos digitais sem depender, em determinadas operações, da conversão para stablecoins pareadas ao dólar. Isso simplifica a gestão da carteira e reduz etapas em diferentes estratégias de negociação.

Proteção contra a volatilidade

Em períodos de maior instabilidade, é comum que investidores migrem parte do patrimônio para stablecoins enquanto reavaliam sua estratégia.

O BRZ permite realizar esse movimento mantendo a exposição ao real, sem a necessidade de converter recursos para moeda fiduciária ou utilizar stablecoins lastreadas em dólar, facilitando o gerenciamento da carteira dentro do próprio ecossistema blockchain.

Finanças descentralizadas (DeFi)

Disponível em diferentes blockchains, o BRZ também pode ser utilizado em protocolos do ecossistema DeFi, incluindo:

  • pools de liquidez;

  • empréstimos descentralizados;

  • protocolos de rendimento;

  • swaps entre ativos digitais;

  • aplicações Web3.

Essa flexibilidade permite acessar diferentes protocolos mantendo a referência em reais durante toda a operação.

Como empresas utilizam o BRZ

Além de atender investidores, o BRZ também faz parte da infraestrutura de empresas que operam com pagamentos, ativos digitais e serviços financeiros.

Pagamento e liquidação

Instituições financeiras, fintechs, provedores de infraestrutura e empresas de tecnologia utilizam o BRZ para integrar pagamentos e processos de liquidação às suas operações.

Ao representar o real brasileiro em redes blockchain, o token simplifica a movimentação de reais entre sistemas financeiros e aplicações digitais, reduzindo conversões intermediárias e permitindo maior automação por meio de APIs e contratos inteligentes.

Além disso, pode ser integrado a carteiras digitais, plataformas financeiras e aplicações Web3, com disponibilidade contínua.

Pagamentos internacionais e câmbio

O BRZ também pode ser utilizado em fluxos internacionais que envolvem valores em reais.

Quando integrado a soluções baseadas em blockchain, ajuda a reduzir intermediários, acelerar liquidações e simplificar operações entre diferentes países, sempre em conformidade com a regulamentação aplicável.

Remessas para o Brasil

Empresas que processam remessas internacionais podem utilizar o BRZ para otimizar a liquidação de recursos destinados ao Brasil, aumentando a eficiência dos processos.

Ao integrar o token ao fluxo operacional, é possível reduzir etapas, aumentar a disponibilidade das transações e simplificar a conexão entre sistemas financeiros tradicionais e aplicações baseadas em blockchain.

Infraestrutura para produtos financeiros

Além de seu uso como ativo digital, o BRZ também pode ser integrado a produtos financeiros.

Fintechs, exchanges, instituições financeiras e empresas de tecnologia utilizam o token para incorporar operações em reais a contas digitais, carteiras, soluções de pagamento, plataformas de negociação e aplicações baseadas em blockchain, sem precisar desenvolver uma infraestrutura própria para representar a moeda no ambiente digital.

BRZ x Drex: qual é a diferença?

Embora ambos representem o real em formato digital, BRZ e Drex possuem objetivos e funcionamento distintos.

O BRZ é uma stablecoin privada emitida pela Transfero e utilizada em blockchains públicas. Seu objetivo é permitir o uso do real na economia digital, viabilizando pagamentos, liquidação financeira, negociação de ativos e integração com aplicações descentralizadas.

Já o Drex é a moeda digital oficial desenvolvida pelo Banco Central do Brasil (CBDC). Seu foco é apoiar a modernização do Sistema Financeiro Nacional, viabilizando casos de uso como tokenização de ativos, liquidação entre instituições financeiras e novos serviços regulados.

As principais diferenças são:

Característica

BRZ

Drex

Emissor

Transfero

Banco Central do Brasil

Categoria

Stablecoin

CBDC

Infraestrutura

Blockchains públicas

Rede permissionada

Principal objetivo

Representar o real no digital

Modernizar o sistema financeiro nacional

Principais aplicações

Pagamentos, liquidação, DeFi, exchanges e Web3

Tokenização de ativos e liquidação entre instituições

Embora utilizem tecnologias semelhantes, BRZ e Drex não competem entre si. Cada um atende a necessidades distintas e pode desempenhar um papel complementar na evolução do ecossistema financeiro digital.

BRZ x USDT e USDC

Outra comparação comum é entre o BRZ e as principais stablecoins pareadas ao dólar, como USDT e USDC.

Embora pertençam à mesma categoria de ativos digitais, a principal diferença está na moeda utilizada como referência.

Característica

BRZ

USDT

USDC

Moeda de referência

Real brasileiro (BRL)

Dólar americano (USD)

Dólar americano (USD)

Emissor

Transfero

Tether

Circle

Exposição cambial

Real

Dólar

Dólar

Principal público no Brasil

Empresas e investidores que operam em reais

Mercado global

Mercado global

Essa diferença influencia a forma como empresas e investidores utilizam esses ativos.

Enquanto USDT e USDC oferecem exposição ao dólar, o BRZ permite realizar operações mantendo a referência no real. Isso reduz a necessidade de conversões cambiais em determinados fluxos financeiros e simplifica operações para empresas e investidores que atuam principalmente em moeda brasileira.

Além disso, o BRZ pode ser integrado a pagamentos, liquidação financeira e aplicações baseadas em blockchain sem que a operação deixe de utilizar o real como referência.

O BRZ é seguro?

A segurança de uma stablecoin depende de fatores que vão além da tecnologia utilizada.

No caso do BRZ, a estabilidade é sustentada por mecanismos financeiros, controles operacionais e processos de governança que atuam em conjunto para preservar a equivalência com o real.

Além disso, o token se beneficia da transparência das redes blockchain em que está disponível. Todas as transações são registradas de forma pública e rastreável, enquanto contratos inteligentes executam regras previamente definidas para emissão e resgate.

Outro fator importante é a disponibilidade em blockchains consolidadas, que oferecem mecanismos robustos de validação de transações, consenso e alta disponibilidade.

Essa combinação entre lastro, emissão controlada, governança e infraestrutura tecnológica torna o BRZ uma solução para empresas que querem incorporar ativos digitais aos seus produtos e operações financeiras com segurança, previsibilidade e conformidade regulatória.

Onde comprar BRZ

O BRZ está disponível em diferentes plataformas, incluindo exchanges centralizadas (CEX), exchanges descentralizadas (DEX) e soluções desenvolvidas pela Transfero.

Após a compra, os tokens podem permanecer na plataforma utilizada ou ser transferidos para uma carteira compatível com a blockchain escolhida.

Antes de realizar qualquer operação, confirme se a plataforma oferece suporte à rede desejada e verifique o contrato oficial do token para evitar incompatibilidades ou o envio de recursos para endereços incorretos.

BRZ: conectando o real ao digital

O BRZ amplia as possibilidades de uso do real brasileiro na economia digital. Empresas podem integrar pagamentos, liquidações financeiras e ativos digitais sem abrir mão da referência na moeda nacional.

Entre em contato com nossa equipe comercial para entender como integrar o BRZ à sua operação e desenvolver soluções financeiras baseadas na principal stablecoin pareada ao real brasileiro.

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