O Pix transformou a forma como pessoas e empresas movimentam dinheiro no Brasil. Desde seu lançamento, em 2020, o sistema tornou pagamentos e transferências mais rápidos e simples, permitindo enviar e receber recursos a qualquer hora, inclusive aos fins de semana e feriados.
A solução também passou a fazer parte da rotina financeira do país. Segundo levantamento do Banco Central, mais da metade das transações de pagamento realizadas no Brasil no segundo semestre de 2025 foi feita por Pix. Ao todo, foram 42,9 bilhões de operações em seis meses, 24,3% a mais do que no mesmo período de 2024.
Para ter uma ideia desse volume, em dezembro de 2025, o sistema bateu o recorde de 313,3 milhões de operações em um único dia, movimentando R$ 179,9 bilhões, segundo a Agência Brasil.
Esses números mostram que o Pix deixou de ser apenas uma nova forma de pagar ou transferir dinheiro. Ele se tornou uma parte importante da infraestrutura financeira brasileira. Para as empresas, isso significa oferecer aos clientes um meio de pagamento que já está presente no dia a dia de consumidores e negócios.
A popularização do sistema também aumentou a necessidade de integrá-lo aos produtos e sistemas das empresas. É nesse contexto que entra o Banking as a Service (BaaS): por meio de uma infraestrutura BaaS, uma empresa pode incorporar Pix, contas, pagamentos e liquidações aos seus produtos sem precisar construir toda essa estrutura internamente.
O que é Pix?
O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil para permitir transferências e pagamentos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora e dia da semana.
Disponível desde novembro de 2020, o sistema pode ser utilizado por pessoas físicas, empresas e órgãos públicos. Sua disponibilidade contínua ampliou as possibilidades dos pagamentos digitais e permitiu incorporar movimentações em tempo real a diferentes produtos e processos financeiros.
Como o Pix funciona?
Para fazer um Pix, o pagador inicia a transação pela instituição em que possui uma conta. O envio pode ser feito usando uma chave Pix, QR Code ou os dados bancários do recebedor.
Depois da autorização, a operação é processada e liquidada em poucos segundos. Os recursos ficam disponíveis para o recebedor praticamente em tempo real, mesmo quando o envio acontece fora do horário comercial, aos fins de semana ou em feriados.
Por trás dessa experiência está uma infraestrutura administrada pelo Banco Central, que inclui o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), responsável pela liquidação das transações entre instituições, e o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), base centralizada de endereçamento que dá suporte às chaves Pix.
Para as empresas, isso significa que integrar o Pix vai além de oferecer uma nova opção de pagamento. É preciso conectar as transações aos processos de recebimento, liquidação, conciliação e gestão financeira do negócio.
Quais são as principais características do Pix?
O Pix foi desenvolvido para tornar os pagamentos eletrônicos mais rápidos, acessíveis e eficientes. Entre suas principais características estão:
Disponibilidade 24/7: pagamentos e transferências podem ser realizados todos os dias, inclusive aos fins de semana e feriados.
Liquidação em tempo real: os recursos ficam disponíveis para o recebedor em poucos segundos.
Diversidade de usos: pode ser utilizado em transferências entre pessoas, pagamentos em estabelecimentos, comércio eletrônico, cobranças e operações entre empresas, entre outras situações.
Integração digital: empresas podem incorporar o sistema aos próprios produtos e jornadas financeiras, automatizando processos e conectando os recebimentos à operação.
As principais modalidades do Pix
O Pix evoluiu para além das transferências instantâneas e passou a oferecer funcionalidades voltadas a diferentes necessidades de pagamentos e recebimentos.
Pix Cobrança
O Pix Cobrança permite que empresas gerem cobranças utilizando QR Codes e outras formas de iniciação de pagamento.
A ferramenta pode ser integrada aos processos de cobrança e recebimento, facilitando a automação dessas etapas e reduzindo a necessidade de operações manuais.
Pix Automático
O Pix Automático permite que o cliente autorize pagamentos recorrentes uma única vez. A partir dessa autorização, cobranças futuras podem ser realizadas automaticamente.
A solução pode ser utilizada em modelos como assinaturas, mensalidades, seguros e outros serviços recorrentes.
Pix por aproximação
O Pix por aproximação permite iniciar pagamentos aproximando um dispositivo compatível, como um celular, de uma maquininha.
A modalidade amplia as possibilidades de uso em pagamentos presenciais e torna a experiência ainda mais integrada aos dispositivos digitais.
Pix Agendado
O Pix Agendado permite programar uma transferência para uma data futura. Ele pode ser utilizado em diferentes situações de pagamento e movimentação de recursos.
Essas modalidades permitem incorporar o sistema a diferentes jornadas financeiras, desde pagamentos pontuais até cobranças recorrentes.
Como empresas podem usar o Pix?
Para empresas, o Pix pode fazer parte de diferentes etapas da operação financeira. Entre os principais usos estão:
recebimento de pagamentos;
cobranças de clientes;
pagamentos a fornecedores;
transferências entre contas;
movimentação de recursos;
liquidação financeira;
pagamentos recorrentes;
integração com plataformas e produtos financeiros.
O principal benefício está na possibilidade de conectar esses fluxos diretamente aos sistemas do negócio. Com uma integração adequada, o Pix deixa de ser apenas uma opção de pagamento e passa a fazer parte da própria infraestrutura financeira.
Isso permite automatizar processos, reduzir atividades manuais e centralizar informações sobre as movimentações.
Pix como parte da infraestrutura financeira
O Pix mudou a forma como o dinheiro circula no Brasil e estabeleceu um novo padrão para pagamentos digitais. Para as empresas, porém, aproveitar essa infraestrutura envolve mais do que disponibilizar o sistema como método de pagamento.
É necessário conectar contas, pagamentos, recebimentos, liquidação e conciliação aos sistemas e produtos utilizados pela empresa. Quanto mais integrados esses processos estiverem, mais simples tende a ser a gestão financeira.
É nesse contexto que o Banking as a Service (BaaS) ganha relevância. Por meio de APIs, uma plataforma BaaS permite incorporar serviços financeiros aos próprios produtos sem desenvolver toda a infraestrutura bancária internamente.
Na prática, isso possibilita integrar funcionalidades como contas digitais, Pix, pagamentos e liquidações diretamente às jornadas utilizadas pelos clientes.
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