O Brasil é um dos maiores mercados de ativos digitais da América Latina. Com milhões de investidores, ampla adoção do Pix e um sistema financeiro altamente digitalizado, o país é um mercado estratégico para exchanges que buscam expandir suas operações.
Uma plataforma cripto que queira atender clientes brasileiros precisa se conectar ao sistema financeiro do país para oferecer transações em BRL, como depósitos e saques, além de acessar liquidez e processar pagamentos.
Construir todos esses componentes internamente pode exigir integrações com várias instituições, sistemas de pagamento e provedores de liquidez, além de processos de compliance e gestão operacional.
Isso leva muitas exchanges internacionais a uma pergunta importante: qual é a forma mais simples de oferecer depósitos, saques e liquidez em reais no Brasil?
Por que oferecer transações em BRL?
O real é a principal moeda usada nas transações financeiras no Brasil. Para uma exchange internacional, permitir que os usuários depositem e saquem em BRL facilita o acesso a ativos digitais e cria uma experiência mais familiar.
Sem a opção em BRL, os usuários podem precisar converter seu dinheiro antes de comprar ou vender ativos digitais. Isso acrescenta etapas ao processo, pode aumentar os custos e torna a experiência mais complexa.
Ao se conectar aos sistemas de pagamento brasileiros, uma exchange pode oferecer uma experiência local mais simples.
Entre os principais recursos, podem estar:
depósitos em BRL;
saques em BRL;
pagamentos via Pix;
conversão de BRL em ativos digitais;
acesso a liquidez;
liquidação financeira;
integração via API com os sistemas existentes.
Essa abordagem também pode facilitar a entrada no mercado brasileiro sem que seja preciso desenvolver internamente cada componente financeiro.
Quais são os principais desafios de operar com BRL?
Adicionar o BRL a uma plataforma é só uma parte do processo. Para movimentar recursos com eficiência, uma exchange precisa conectar vários serviços financeiros.
Acesso aos sistemas financeiros locais
O primeiro passo é conectar a exchange aos sistemas usados no Brasil.
Oferecer depósitos e saques em BRL pode exigir acesso a contas, Pix e outros serviços financeiros. Essas conexões precisam funcionar integradas à plataforma da exchange, para que os usuários possam iniciar e acompanhar transações sem depender de processos manuais.
Depósitos em BRL
A exchange precisa oferecer uma forma de os usuários enviarem reais para suas contas na plataforma.
Nesse fluxo, a infraestrutura financeira recebe o pagamento, identifica a transação e envia as informações necessárias para que o saldo do usuário seja atualizado.
O Pix é especialmente relevante nesse contexto porque permite transferências instantâneas e funciona de forma contínua.
Saques em BRL
O processo também precisa funcionar no sentido inverso.
Quando um usuário quer sacar recursos, a exchange precisa converter o valor correspondente em BRL e enviá-lo ao beneficiário por meio de um sistema de pagamento local.
Uma infraestrutura de pagamento (payout) pode conectar esse processo ao sistema financeiro brasileiro e automatizar etapas que, de outra forma, exigiriam várias integrações.
Liquidez
A exchange também precisa de acesso a liquidez para fazer a conversão entre reais e ativos digitais.
Dependendo do produto e do fluxo, uma transação pode seguir caminhos como:
BRL → stablecoin → ativo digital
ou
ativo digital → stablecoin → BRL
O acesso a fontes de liquidez adequadas pode ajudar as exchanges a executar essas conversões com mais eficiência e previsibilidade, principalmente quando a plataforma processa grandes volumes.
Compliance
Operações que envolvem moedas fiduciárias e ativos digitais também exigem processos para identificar usuários, monitorar transações e gerenciar riscos.
A infraestrutura usada pela exchange precisa contemplar KYC (Know Your Customer), PLD (prevenção à lavagem de dinheiro), monitoramento de transações e outras exigências aplicáveis ao modelo de operação.
Por isso, o compliance precisa estar incorporado aos fluxos financeiros, e não ser tratado como uma etapa separada.
Como uma exchange pode se conectar ao mercado brasileiro?
Uma exchange não precisa necessariamente desenvolver cada componente financeiro por conta própria para se conectar ao sistema financeiro brasileiro e oferecer uma experiência local aos seus usuários.
Com um parceiro de infraestrutura especializado, diferentes serviços financeiros podem ser integrados à plataforma que a exchange já tem, sem que ela precise construir todos esses recursos internamente ou montar uma operação local do zero.
Isso permite à exchange acessar serviços locais sem criar conexões individuais com bancos, sistemas de pagamento, provedores de liquidez e redes blockchain.
De forma simples, as responsabilidades podem ser divididas assim:
Exchange: produto, plataforma, experiência do usuário e sua própria operação.
Parceiro de infraestrutura: conexões com os sistemas financeiros, pagamentos, liquidez, conversão, liquidação e outros serviços necessários para a operação.
A integração pode ser feita por APIs, o que permite incorporar os serviços financeiros diretamente aos sistemas da exchange.
Isso reduz a necessidade de várias integrações separadas e pode acelerar a implementação dos recursos necessários para operar no Brasil.
Quais serviços uma exchange pode integrar?
A infraestrutura necessária depende do modelo de negócios e dos mercados atendidos. Para uma exchange que quer operar com BRL, os principais componentes podem incluir:
Contas e sistemas financeiros
Conectam a exchange aos sistemas financeiros locais e dão suporte aos fluxos de recebimento, pagamento e liquidação.
Pix
O Pix pode ser usado em depósitos e saques em BRL, com transferências instantâneas disponíveis de forma contínua.
Entrada e saída (on-ramp e off-ramp)
Esses serviços permitem que os usuários convertam moeda fiduciária em ativos digitais e vice-versa.
Por exemplo, um usuário pode depositar BRL para comprar criptoativos ou vender ativos digitais e receber o valor correspondente em reais.
Gestão de liquidez
A liquidez dá suporte a conversões, negociação e liquidação em BRL.
Um provedor de infraestrutura especializado pode conectar várias fontes de liquidez e facilitar a movimentação entre moedas fiduciárias e ativos digitais.
Câmbio
Os serviços de câmbio permitem converter diferentes moedas quando uma transação envolve mercados internacionais.
Compliance e monitoramento de transações
Além da tecnologia, a operação precisa contemplar KYC (Know Your Customer), PLD (prevenção à lavagem de dinheiro) e monitoramento de transações.
Esses mecanismos ajudam a atender às exigências regulatórias aplicáveis e a reduzir riscos operacionais.
Infraestrutura para conectar uma exchange ao mercado brasileiro
Operar com BRL exige mais do que adicionar a moeda a uma exchange. A operação precisa conectar usuários, sistemas financeiros, liquidez e redes blockchain.
Uma infraestrutura integrada pode reunir esses componentes e permitir que a exchange ofereça depósitos, saques, conversões e liquidação em BRL sem construir toda a estrutura internamente.
Para uma exchange que quer expandir para o Brasil, o Crypto as a Service pode reduzir a complexidade de entrada no mercado e oferecer uma base para escalar a operação.
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