Custo de compliance de uma PSAV: o que entra na conta

Regulação
CaaS

Linhas de custo de uma PSAV autorizada comparadas a operar com parceiro

Uma exchange que movimenta R$ 50 milhões por mês tem reunião de conselho na semana que vem. A pauta é decidir se segue com o pedido de autorização como PSAV ou se passa a operar sobre a infraestrutura de outra empresa. O orçamento do pedido está aprovado; o custo de compliance da PSAV depois dele, ninguém calculou.

O custo vai muito além do pedido: capital mínimo, equipe e governança, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança cibernética, certificação, reportes ao Banco Central e segregação patrimonial são despesas contínuas. Por isso muitas empresas comparam a autorização própria com operar sobre a infraestrutura de quem já carrega essa estrutura.

Quais custos uma PSAV carrega?

A base é a Lei nº 14.478, de 21 de dezembro de 2022, e as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, de 10 de novembro de 2025, vigentes desde 2 de fevereiro de 2026. A Resolução BCB nº 520 define como as prestadoras são constituídas e funcionam.

Dessas regras saem seis linhas de custo. Cada uma tem um custo de montagem e um custo que continua rodando.

Capital mínimo

O capital segue a Resolução Conjunta nº 14, de 3 de novembro de 2025, e sobe em etapas até 31 de dezembro de 2027. Não é despesa no sentido contábil, mas é dinheiro que a empresa precisa manter comprometido na PSAV, em vez de usar em outra frente.

Equipe e governança

A PSAV precisa de administração própria, diretor de compliance, gestão de riscos e controles internos. São funções permanentes, não um time de projeto que vai embora depois do pedido.

PLD/FT e KYC

A prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo exige cadastro, monitoramento de transações, checagem de listas restritivas e as ferramentas que fazem tudo isso. O custo cresce com o número de clientes e de transações.

Segurança cibernética

Sistemas, dados e, no caso da custódia, chaves privadas precisam de proteção, testes e resposta a incidentes. Segurança é uma linha operacional que acompanha as ameaças, não uma compra única.

Auditoria e reportes

Revisões independentes, certificações e reportes periódicos ao Banco Central (BCB) somam horas de especialistas e sistemas que gerem dados confiáveis. Todo reporte depende de dados limpos, por isso o custo de reporte também é um custo de qualidade de dados.

Segregação patrimonial

Os ativos dos clientes precisam ficar separados dos ativos da própria prestadora. Isso exige estrutura de contas, conciliação e controles que rodam todos os dias.

Quais custos são únicos e quais são recorrentes?

Algumas linhas são pagas uma vez, na montagem. A maioria segue enquanto a empresa mantiver a autorização.

Linha de custo

Única

Recorrente

Constituição e pedido

Trabalho jurídico, documentação, plano de negócios

—

Capital mínimo

Aporte inicial

Aumentos em etapas até 31/12/2027

Equipe e governança

Contratação e políticas

Salários, treinamento, tempo do conselho

PLD/FT e KYC

Escolha e integração de ferramentas

Licenças, monitoramento, análise de casos

Segurança cibernética

Arquitetura e implantação

Testes, monitoramento, resposta a incidentes

Auditoria e reportes

Estrutura de dados e de reporte

Revisões periódicas e reportes ao BCB

Segregação patrimonial

Estrutura de contas

Conciliação e controles diários

Avaliando pedir autorização própria ou usar uma infraestrutura licenciada? Fale com o time.

Como comparar com operar via parceiro?

Volte à exchange de R$ 50 milhões por mês. A tabela mostra as linhas de custo em cada caminho, sem valores, porque eles dependem do tamanho, da modalidade e dos contratos de cada empresa.

Linha de custo

Autorização própria

Infraestrutura licenciada

Capital mínimo

Carregado pela exchange

Carregado pelo prestador

Equipe de compliance

Montada e paga pela exchange

Equipe menor para gerir a relação

Ferramentas de PLD/FT e KYC

Contratadas e operadas pela exchange

Embutidas no fluxo do prestador

Segurança e custódia

Operadas pela exchange

Operadas pelo prestador

Auditoria e reportes

Preparados pela exchange

Preparados pelo prestador, para a atividade dele

Segregação patrimonial

Operada pela exchange

Operada pelo prestador

Remuneração do prestador

—

Definida em contrato

O caminho do parceiro não elimina custos; muda o formato deles. A estrutura fixa vira serviço contratado, e parte do controle passa para o contrato.

O custo de trocar de caminho também entra na conta. Migrar usuários de um prestador para uma estrutura própria, ou o inverso, exige levar saldos, dados e cadastros. Prever esses passos no contrato desde o início mantém as duas portas abertas.

A análise sobre custódia, liquidez e compliance na infraestrutura CaaS mostra como essas funções ficam dentro de um prestador.

Quando a autorização própria compensa?

Quando a cripto é o centro do negócio e o volume sustenta a estrutura fixa. Quanto mais a empresa depende de serviços de ativos virtuais, mais vale o controle sobre produto, preço e roadmap.

O horizonte de tempo também pesa. Os custos fixos se pagam em anos, não em meses, e a exigência de capital continua subindo em etapas até 2027.

O parceiro tende a fazer sentido quando a cripto é um serviço entre outros, quando a empresa precisa lançar antes de conseguir preparar e aprovar um pedido, ou quando quer uma ponte enquanto monta a própria estrutura. O panorama da regulação de PSAV no Brasil explica as regras de cada caminho.

Algumas empresas combinam os dois: pedem a própria autorização e atendem os clientes por um prestador licenciado enquanto a estrutura é montada e o pedido é analisado. O desenho jurídico dessa combinação deve ser revisto com o jurídico.

Duas datas pesam na decisão. O prazo do art. 88 da Resolução 520 para quem já operava pedir autorização termina em 30 de outubro de 2026. E, a partir de 6 de novembro de 2026, pela Resolução BCB nº 589, de 23 de setembro de 2026, bancos e instituições de pagamento só podem operar com prestadoras autorizadas.

Como a infraestrutura licenciada da Transfero entra nessa decisão?

O Crypto as a Service (CaaS) da Transfero oferece a exchanges, fintechs, neobancos e carteiras rampas, swaps, pagamentos e custódia via API, como infraestrutura licenciada, dentro de um ambiente regulado com KYC e PLD integrados.

  • Entrada e saída de reais via Pix (on/off-ramp), pela infraestrutura de cripto da Transfero

  • Custódia com tecnologia Fireblocks

  • Swaps e pagamentos na mesma integração

  • KYC e PLD embutidos no fluxo

A plataforma processou mais de 9,8 milhões de transações em 2025.

Perguntas para fazer antes de escolher o caminho

  • Qual o peso dos serviços de ativos virtuais na sua receita nos próximos três anos?

  • O seu balanço comporta as etapas de capital da Resolução Conjunta 14 até 2027?

  • Você já tem equipes de compliance, PLD e segurança que possam ser ampliadas?

  • Em quanto tempo precisa lançar, e esse prazo pode esperar uma decisão do BCB?

  • Quais controles ficam dentro de casa e quais passam para o contrato com o prestador?

  • Como os seus bancos parceiros vão tratar a sua operação a partir de 6 de novembro de 2026?

Ofereça serviços de cripto no Brasil sobre a infraestrutura licenciada da Transfero. Fale com a gente.

Perguntas frequentes

Qual é o capital mínimo exigido?

O capital segue a Resolução Conjunta nº 14, de 3 de novembro de 2025. O valor depende da modalidade e das atividades da prestadora e sobe em etapas até 31 de dezembro de 2027. Vale montar o plano de capital para cada etapa antes de decidir, porque a exigência cresce com o tempo.

Uma PSAV precisa de auditoria externa?

Prestadoras autorizadas estão sujeitas a revisões independentes e a obrigações de reporte definidas pelo BCB. O escopo exato depende da modalidade e das atividades, por isso confirme os requisitos com o jurídico ao montar o orçamento. Trate a auditoria como linha recorrente, não como custo único.

Quantas pessoas uma estrutura de compliance precisa?

Depende da modalidade, do número de clientes e do volume de transações. Uma estrutura costuma ter diretor de compliance, analistas de PLD e KYC, riscos e controles internos, além de segurança. Dimensione a equipe pelo volume projetado, não só pelo lançamento.

O custo do parceiro é fixo ou por volume?

Cada prestador define o seu modelo em contrato. Alguns combinam parcela fixa e parcela por volume; outros cobram por transação. Compare o custo total no volume e no crescimento esperados, não só o preço de entrada.

Logo da Transfero modelo padrão
Soluções
BRZ
Blog
Companhia
Logo da Transfero modelo padrão