Pix para Exchanges: Como Oferecer Depósitos e Saques em BRL

BaaS

Para uma exchange que deseja atender aos usuários brasileiros, oferecer uma experiência de pagamento local é uma parte importante da operação. Isso significa permitir que os usuários depositem reais brasileiros, comprem ativos digitais, vendam seus ativos e recebam seu dinheiro de volta em BRL.

O Pix facilita essa jornada porque já faz parte das transações financeiras diárias no Brasil. No entanto, integrar esse método de pagamento é apenas uma parte da infraestrutura necessária. A exchange também precisa conectar pagamentos, liquidez, conversão entre reais e ativos digitais, liquidação e conformidade (compliance).

Para exchanges internacionais, uma alternativa é utilizar uma infraestrutura financeira especializada em vez de desenvolver cada um desses componentes internamente.

Neste artigo, você aprenderá como funciona essa operação e o que considerar ao escolher um parceiro para oferecer depósitos e saques em BRL.

Por que oferecer uma experiência local?

Imagine um usuário brasileiro que precisa enviar dinheiro para outro país antes de comprar uma criptomoeda ou que tem dificuldade em receber seus reais após vender um ativo digital.

Cada etapa adicional pode tornar a experiência mais complicada.

Ao adaptar sua operação ao mercado brasileiro, uma exchange pode permitir que os usuários:

  • depositem reais diretamente na plataforma;

  • comprem ativos digitais usando BRL;

  • vendam seus ativos e recebam os recursos em reais;

  • usem o Pix para movimentar o dinheiro.

Isso permite que os usuários concluam as principais etapas de sua jornada financeira utilizando uma moeda e um método de pagamento que já conhecem.

Como funciona o fluxo de depósito e saque?

A jornada financeira de uma exchange que opera em reais envolve várias etapas, desde a entrada da moeda local na plataforma até o saque dos recursos.

1. Depósito em BRL

O usuário envia reais para a exchange, geralmente usando o Pix.

Assim que o pagamento é confirmado e liquidado, os fundos podem ser disponibilizados para a compra de ativos digitais.

Esse processo é conhecido como fiat on-ramp, que significa trazer uma moeda fiduciária, como o real brasileiro, para o ecossistema de ativos digitais.

Usuário → Pix → confirmação → saldo em BRL → compra de ativos

Para que isso aconteça de forma automática, a infraestrutura precisa identificar o pagamento e vinculá-lo corretamente à conta do usuário.

2. Compra e venda de ativos digitais

Com o saldo em BRL disponível, o usuário pode comprar criptomoedas, stablecoins ou outros ativos digitais oferecidos pela exchange.

A plataforma precisa registrar essas transações e conectar o saldo em BRL à compra ou venda correspondente.

3. Conversão de ativos de volta para reais

Quando o usuário deseja sacar os fundos, ele vende seus ativos digitais e solicita a conversão do valor em reais.

Esse processo é conhecido como fiat off-ramp, que significa a conversão de ativos digitais de volta em moeda fiduciária.

4. Saque via Pix

Após a conversão e liquidação, os reais são enviados para a conta bancária ou chave Pix do usuário.

Venda de ativos → conversão em BRL → liquidação → Pix → usuário

Para que esse fluxo seja rápido e previsível, seus diferentes componentes precisam funcionar em conjunto.

O que é necessário para oferecer o Pix por meio de uma exchange?

Para o usuário, fazer um depósito ou saque pode levar apenas alguns segundos. Nos bastidores, no entanto, diferentes sistemas precisam trabalhar juntos.

Uma operação de Pix para exchanges pode envolver:

  • processamento de depósitos e saques;

  • contas em BRL e liquidação;

  • liquidez em BRL;

  • conversão entre moeda fiduciária e ativos digitais;

  • integração via API;

  • monitoramento de transações;

  • processos de compliance.

Essa infraestrutura se torna ainda mais importante à medida que a exchange cresce. Uma plataforma com milhares de usuários pode ter depósitos, compras, vendas e saques acontecendo ao mesmo tempo.

É por isso que não basta avaliar apenas a integração do Pix de forma isolada. A exchange precisa considerar toda a infraestrutura que apoia a movimentação de recursos.

Por que a liquidez em BRL é importante?

Liquidez é a disponibilidade de recursos necessários para concluir uma transação.

Para uma exchange que atende usuários brasileiros, o acesso a reais é importante para manter o fluxo entre depósitos, conversões e saques.

Imagine que muitos usuários vendam ativos digitais ao mesmo tempo e solicitem saques em reais. A exchange precisa ter fundos suficientes disponíveis para processar esses pagamentos.

Uma estrutura de liquidez adequada pode ajudar a:

  • lidar com períodos de maior demanda;

  • reduzir atrasos nos pagamentos;

  • aumentar a previsibilidade dos saques;

  • simplificar a gestão financeira da exchange.

Por esse motivo, a capacidade de fornecer liquidez em BRL deve fazer parte da avaliação ao escolher um parceiro de infraestrutura financeira.

Como a blockchain e as stablecoins podem complementar a operação?

Nem toda etapa do processo precisa usar o mesmo sistema financeiro. Os usuários podem movimentar reais por meio do sistema financeiro brasileiro, enquanto outras partes da operação utilizam blockchain.

As stablecoins podem funcionar como uma camada complementar para certos fluxos de liquidação entre empresas, instituições e mercados.

No Brasil, o BRZ representa o real brasileiro em blockchain e pode ser usado em operações denominadas em BRL dentro do ecossistema de ativos digitais.

Para operações internacionais, stablecoins como USDC, USDT e EURC também podem ser usadas em certos fluxos entre moedas e mercados.

Diferentes tecnologias podem, portanto, atender a diferentes propósitos:

Pix → movimentação de reais dentro do sistema financeiro do Brasil

Stablecoins → certos fluxos de liquidação entre mercados

A solução adequada depende das características de cada operação e das regras aplicáveis.

Simplifique as operações da sua exchange com a infraestrutura da Transfero

Oferecer depósitos e saques em BRL é um dos primeiros passos para uma exchange entrar no mercado brasileiro. Para criar uma experiência local, no entanto, a operação precisa conectar Pix, liquidez, conversão, liquidação, tecnologia e compliance.

Em vez de desenvolver cada componente internamente, uma exchange pode trabalhar com um parceiro especializado e integrar esses serviços em sua própria plataforma.

A Transfero conecta exchanges ao sistema financeiro brasileiro e reúne recursos para apoiar diferentes etapas da operação, incluindo:

  • depósitos e saques via Pix;

  • contas em BRL;

  • liquidez em BRL;

  • on-ramp e off-ramp;

  • integração de stablecoins;

  • APIs para automação;

  • compliance e monitoramento.

Ao integrar esses recursos em sua plataforma, uma exchange pode oferecer aos usuários uma maneira mais simples de movimentar reais e ativos digitais no Brasil, sem a necessidade de construir toda a infraestrutura financeira internamente.

Saiba mais sobre a solução da Transfero e descubra como simplificar as operações da sua exchange no mercado brasileiro.

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