Realizar pagamentos entre diferentes países envolve muito mais do que enviar dinheiro de uma conta para outra. Cada mercado tem seus próprios bancos, moedas, sistemas de pagamento, redes financeiras e regulamentações, o que pode tornar as operações internacionais mais complexas.
Para empresas que operam em diferentes mercados, essa fragmentação pode significar a gestão de múltiplos provedores e integrações para executar uma única operação.
A Transfero Payments Network (TPN) foi desenvolvida para lidar com essa complexidade. A rede atua como uma camada de execução e orquestração que conecta diferentes trilhos financeiros, incluindo redes bancárias, sistemas de pagamento, blockchain, stablecoins e provedores de liquidez.
Por meio de uma única integração, as empresas podem acessar diferentes opções de execução e definir regras para seus fluxos financeiros. A TPN utiliza uma camada de Inteligência de Execução para avaliar fatores como custo, velocidade, liquidez, disponibilidade e contexto da transação para determinar o caminho mais adequado.
Neste artigo, você aprenderá como funciona essa infraestrutura, quais componentes estão conectados à TPN e como ela pode apoiar empresas que movimentam fundos entre diferentes mercados.
O desafio dos pagamentos internacionais
Uma operação internacional pode envolver várias etapas. Imagine uma empresa que precisa enviar fundos do Brasil para outro país. Dependendo da operação, ela pode precisar:
movimentar BRL pelo sistema financeiro brasileiro;
realizar uma conversão de câmbio;
escolher uma rota de pagamento;
acessar liquidez;
liquidar os fundos no mercado de destino;
rastrear e conciliar a transação.
Cada etapa pode depender de uma infraestrutura diferente. Quando esses componentes são gerenciados separadamente, o número de integrações, provedores e processos que a empresa precisa monitorar aumenta.
Além disso, a mesma rota pode não ser adequada para todas as transações. O caminho mais eficiente pode variar dependendo da moeda, do país, do volume, da liquidez disponível e de outras características da operação.
É aqui que entra a orquestração de pagamentos: uma camada capaz de coordenar diferentes trilhos e rotear cada transação de acordo com critérios definidos.
O que é a Transfero Payments Network?
A Transfero Payments Network (TPN) é uma camada de execução que opera em diferentes trilhos financeiros. Em vez de funcionar como mais uma rede de pagamentos, ela coordena a infraestrutura existente e permite que diferentes redes participem do mesmo sistema de execução.
A TPN conecta redes bancárias, sistemas de pagamento, redes blockchain, stablecoins e provedores de liquidez. A infraestrutura conectada inclui Swift, Pix, Circle Payments Network, Fireblocks Network, Ripple e t0 Network, bem como bancos locais e internacionais e provedores de liquidez.
Na prática, as empresas não precisam depender de uma única rede para cada operação. A TPN reúne diferentes opções de execução e coordena o fluxo de acordo com as regras e condições disponíveis.
Como a TPN determina o caminho para cada operação?
Cada pagamento pode ter características diferentes. Uma transação pode envolver uma moeda, país, volume e prazo específicos, enquanto outra pode exigir uma estrutura completamente diferente.
Por esse motivo, a TPN utiliza uma camada de Inteligência de Execução que analisa as condições disponíveis e determina as estratégias de execução em tempo real. Os fatores considerados incluem:
custo;
velocidade;
liquidez;
disponibilidade da rede;
contexto operacional.
A estratégia pode ser ajustada conforme as condições nos diferentes trilhos mudam. Isso significa que a execução não se limita a uma única rede.
Essa arquitetura também contribui para a resiliência operacional. Se um trilho específico ficar indisponível, alternativas viáveis podem ser usadas para dar continuidade à operação, reduzindo a dependência de uma única infraestrutura.
Uma camada que conecta diferentes sistemas financeiros
A fragmentação nos pagamentos internacionais não ocorre apenas entre bancos e sistemas de pagamento. A expansão das redes blockchain também criou novos ambientes para a movimentação e liquidação de valor.
Por exemplo, uma empresa pode precisar conectar uma conta bancária tradicional a uma operação que utiliza uma rede blockchain ou stablecoin. Nesse cenário, diferentes sistemas precisam funcionar juntos.
A TPN opera nessa camada de conexão, integrando infraestrutura bancária, sistemas de pagamento, liquidez, câmbio e redes blockchain.
Isso torna possível estruturar operações utilizando diferentes trilhos de acordo com suas necessidades, sem exigir que todo fluxo seja executado por meio da mesma tecnologia.
O uso de blockchain ou stablecoins, no entanto, depende das características da operação, do mercado e das regras aplicáveis. Esses recursos devem, portanto, ser considerados dentro da estrutura específica de cada fluxo.
Liquidez integrada à execução
A tecnologia é apenas uma parte de uma operação financeira. Para que uma transação seja concluída, os fundos e a liquidez necessários também devem estar disponíveis.
É por isso que a TPN conecta diferentes provedores de liquidez a outros trilhos financeiros. A disponibilidade desses recursos pode ser considerada ao determinar a estratégia de execução.
Isso é especialmente relevante para empresas que movimentam diferentes moedas, volumes e mercados. Uma operação pode exigir uma quantidade específica de fundos em uma moeda específica, enquanto outra pode depender de condições diferentes.
Ao combinar liquidez com diferentes trilhos de execução, a infraestrutura pode considerar mais variáveis ao rotear cada transação.
Regras de execução e controle
Além de conectar diferentes trilhos, a TPN permite que as regras de pagamento sejam traduzidas em lógica de execução.
Por meio do Machine Payment Protocol (MPP), as empresas podem definir critérios como preferências de rota, limites de custo e estratégias alternativas com antecedência. A execução pode então seguir essas regras automaticamente.
Esse modelo proporciona maior controle sobre como os pagamentos devem ser processados, sem exigir que a empresa determine manualmente a rota para cada transação.
A TPN também oferece recursos de governança, incluindo trilhas de auditoria, controle de acesso baseado em funções e mecanismos projetados para instituições reguladas e operações de tesouraria.
Infraestrutura para diferentes tipos de operações
A TPN pode apoiar empresas que precisam movimentar fundos entre mercados ou conectar diferentes sistemas financeiros.
Fintechs
Elas podem usar diferentes trilhos para estruturar pagamentos, cobranças e operações internacionais sem precisar criar uma integração separada para cada mercado.
Exchanges
Elas podem conectar sistemas financeiros tradicionais e infraestrutura de ativos digitais para estruturar fluxos de depósito, saque, conversão e liquidação.
Instituições financeiras
Elas podem usar uma camada de orquestração para conectar bancos, redes de pagamento, provedores de liquidez e infraestrutura blockchain.
Empresas globais
Elas podem usar a infraestrutura para conectar diferentes moedas e mercados e automatizar a execução de pagamentos internacionais e outros fluxos financeiros.
A TPN atualmente oferece cobertura em cinco regiões e mais de 120 destinos, incluindo mercados nas Américas, Europa, Oriente Médio, África e Ásia.
Pagamentos internacionais por meio de diferentes trilhos
O diferencial de uma infraestrutura de orquestração é a capacidade de usar caminhos diferentes para operações distintas.
Um fluxo pode envolver:
Empresa → TPN → Câmbio → trilho de pagamento → liquidação local → beneficiário
Outro pode usar uma estrutura diferente:
Empresa → TPN → liquidez → rede blockchain → liquidação → mercado de destino
Em ambos os casos, a TPN atua como a camada responsável por coordenar a execução. A rota pode mudar de acordo com as características da transação e as regras estabelecidas pela empresa.
Isso significa que a orquestração torna possível trabalhar com diferentes trilhos sem depender de uma única infraestrutura para cada pagamento.
O que você deve considerar ao escolher uma infraestrutura de pagamentos internacionais?
Antes de escolher um provedor, é importante avaliar não apenas quais mercados e serviços estão disponíveis, mas também como os diferentes componentes funcionam juntos.
Cobertura de mercado
Verifique quais países e regiões podem ser atendidos e se essa cobertura apoia os planos de expansão da empresa.
Moedas e trilhos disponíveis
Avalie quais moedas podem ser movimentadas e quais redes de pagamento, sistemas bancários ou infraestruturas digitais estão conectados.
Liquidez
Entenda quais provedores estão conectados e como a infraestrutura lida com diferentes moedas, volumes e períodos de maior demanda.
Capacidades de roteamento
Uma infraestrutura de orquestração deve ser capaz de avaliar diferentes opções e rotear cada operação com base em critérios como custo, velocidade, liquidez e disponibilidade.
Integração de tecnologia
Verifique como a integração é feita, quais APIs estão disponíveis e quanto da operação pode ser automatizado.
Resiliência
Entenda quais alternativas estão disponíveis quando um trilho específico fica indisponível e como a infraestrutura pode manter a continuidade operacional.
Governança e conformidade
Avalie os controles, o monitoramento, os mecanismos de auditoria e a capacidade de atender aos requisitos aplicáveis em cada mercado.
Como a Transfero apoia operações globais?
A Transfero Payments Network (TPN) conecta diferentes trilhos financeiros por meio de uma única camada de execução, permitindo que as empresas movimentem valor entre mercados sem precisar gerenciar cada conexão individualmente.
A infraestrutura combina redes bancárias, sistemas de pagamento, blockchain, stablecoins e provedores de liquidez, enquanto o MPP permite que as regras de execução sejam definidas e a camada de Inteligência de Execução ajuda a rotear as operações de acordo com as condições disponíveis.
Isso dá à Transfero uma infraestrutura capaz de conectar diferentes ambientes financeiros e apoiar pagamentos internacionais, câmbio, liquidação e movimentação global de valor.
Fale com a equipe de vendas da Transfero para saber como a infraestrutura de Pagamentos Cross-border pode apoiar as operações internacionais da sua empresa.


