O que uma exchange deve considerar ao escolher um parceiro no Brasil?

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Exchange avaliando um parceiro para operar no Brasil

Entrar no mercado brasileiro exige mais do que simplesmente adicionar o real à plataforma. Para oferecer uma experiência local, uma exchange precisa de uma infraestrutura capaz de receber e enviar BRL, processar pagamentos, fazer conversões e conectar esses fluxos a ativos digitais.

Para os usuários, a jornada pode parecer simples: depositar BRL, comprar um ativo digital, vender esse ativo e sacar os recursos em BRL. Nos bastidores, no entanto, vários componentes precisam funcionar juntos, incluindo contas em BRL, Pix, liquidez, entrada e saída (on-ramp e off-ramp), pagamentos, liquidação, APIs, monitoramento e compliance.

Uma exchange pode construir essa infraestrutura internamente ou trabalhar com um parceiro especializado para conectar parte desses recursos à operação que já tem. A escolha certa depende do modelo de negócios, mas, em qualquer caso, é importante entender quais serviços são necessários, como eles se conectam e se a infraestrutura consegue acompanhar o crescimento da exchange.

Por isso, vale considerar vários critérios antes de escolher um provedor.

Cobertura de serviços financeiros

O primeiro passo é entender como o parceiro conecta a exchange ao sistema financeiro brasileiro.

Verifique se a infraestrutura permite à exchange receber e enviar BRL, usar o Pix, acessar contas em BRL e fazer pagamentos locais. Também vale entender quais desses serviços podem ser integrados diretamente à plataforma da exchange.

Essa cobertura importa porque diferentes partes da operação podem exigir diferentes serviços financeiros. Uma exchange pode precisar de uma conta em BRL para movimentar recursos, do Pix para depósitos e saques e de outros mecanismos para pagamentos ou liquidação.

Quanto mais ampla for a cobertura da infraestrutura, mais opções a exchange terá para estruturar sua operação local sem precisar gerenciar cada serviço separadamente.

On-ramp e off-ramp: como conectar BRL e ativos digitais

Além dos serviços financeiros locais, é importante entender como o parceiro conecta moedas fiduciárias e ativos digitais.

On-ramp é a entrada de uma moeda fiduciária, como o real, no ecossistema de ativos digitais. Off-ramp funciona no sentido oposto: converte ativos digitais de volta em moeda fiduciária.

Para uma exchange, esses fluxos podem ser representados de forma simples:

BRL → ativo digital → BRL

Por isso, verifique quais moedas e ativos podem ser convertidos, como essas transações são executadas e como os recursos são liquidados.

Uma estrutura que atende os dois lados da jornada simplifica a experiência do usuário e permite à exchange conectar depósitos, negociação e saques em um único fluxo.

Liquidez em BRL e em ativos digitais

O acesso a recursos disponíveis é outro fator importante. Para uma exchange, a liquidez sustenta diferentes partes da operação, da movimentação de BRL à conversão entre moedas e ativos digitais.

Ao avaliar um parceiro, considere:

  • quais moedas e ativos estão disponíveis;

  • quais fontes de liquidez estão conectadas;

  • quais volumes de transação podem ser processados;

  • como a infraestrutura se comporta em períodos de maior demanda;

  • se a liquidez consegue acompanhar o crescimento esperado da operação.

Para exchanges internacionais, o acesso à liquidez em BRL é especialmente importante para conectar depósitos, conversões e saques de usuários brasileiros.

Também vale entender como a infraestrutura se comporta quando a demanda sobe de repente. Uma exchange pode ter milhares de usuários fazendo transações ao mesmo tempo, e a infraestrutura precisa estar preparada para esses momentos.

A tecnologia por trás da operação

Mesmo quando todos os serviços financeiros necessários estão disponíveis, eles precisam se comunicar com a plataforma da exchange. É aí que entra a integração via API.

Uma API permite que diferentes sistemas troquem informações e executem ações de forma automática. No caso de uma exchange, ela pode conectar a plataforma aos serviços financeiros oferecidos pelo parceiro.

Antes de escolher um provedor, considere:

  • documentação técnica;

  • funcionalidades disponíveis;

  • webhooks e atualizações de status;

  • ambiente de testes (sandbox);

  • estabilidade e disponibilidade;

  • limites de requisição;

  • capacidade de processar diferentes volumes de transação;

  • suporte técnico durante a integração.

Uma API bem estruturada permite automatizar processos como depósitos, saques, consultas e acompanhamento de transações, reduzindo a necessidade de tarefas manuais.

Compliance e divisão de responsabilidades

Operações com ativos digitais envolvem processos de identificação de clientes, monitoramento e gestão de riscos. Por isso, a exchange precisa entender quais controles são oferecidos pelo parceiro e quais continuam sob sua responsabilidade.

Alguns pontos a avaliar:

  • KYC (Know Your Customer, ou conheça seu cliente);

  • PLD (prevenção à lavagem de dinheiro);

  • monitoramento de transações;

  • gestão de riscos;

  • controles de segurança;

  • conformidade com as exigências regulatórias aplicáveis.

Também é importante definir com clareza quais responsabilidades cabem ao parceiro e quais permanecem sob a gestão da exchange.

Essa divisão deve ser estabelecida antes do início da operação. Assim, cada empresa sabe quais processos precisa acompanhar e quais atividades ficam a cargo do provedor.

Conhecimento do mercado brasileiro e de ativos digitais

Uma exchange tem necessidades diferentes das de uma empresa que trabalha apenas com pagamentos tradicionais.

Além de entender o sistema financeiro brasileiro, o parceiro precisa ser capaz de conectar moedas fiduciárias, trilhos bancários, liquidez, blockchain e ativos digitais.

Essa experiência pode facilitar a estruturação de operações que envolvem depósitos, saques, conversões e liquidação em diferentes ambientes.

Considere também o conhecimento do parceiro sobre o mercado local, incluindo os sistemas de pagamento usados no Brasil e as exigências que se aplicam às operações realizadas no país.

Mais do que olhar para os serviços que um provedor oferece, é importante entender se ele conhece o ambiente em que a exchange pretende operar e se consegue conectar esse mercado à operação global da empresa.

Escalabilidade

A infraestrutura precisa acompanhar o crescimento da exchange.

Crescer pode significar mais usuários, maiores volumes de depósitos e saques, mais negociação ou a inclusão de novos ativos e serviços.

Por isso, não basta avaliar a capacidade atual. Verifique se o parceiro consegue suportar mais usuários, transações e volume financeiro sem exigir que a exchange refaça toda a integração.

Uma infraestrutura escalável permite que os serviços financeiros cresçam junto com a plataforma e reduz a necessidade de mudanças estruturais à medida que a operação se expande.

Como a Transfero apoia exchanges?

A Transfero conecta exchanges à infraestrutura financeira do Brasil por meio de uma estrutura que combina trilhos bancários, blockchain, liquidez e serviços financeiros.

Por meio de integração via API, as exchanges podem acessar diferentes componentes para estruturar suas operações em BRL, incluindo:

  • depósitos e saques em BRL;

  • Pix;

  • contas em BRL;

  • on-ramp e off-ramp;

  • liquidez em BRL e em ativos digitais;

  • BRZ;

  • USDC;

  • integração com redes blockchain;

  • pagamentos e liquidação;

  • APIs para integração com os sistemas da exchange.

Essa estrutura permite que uma operação internacional se conecte ao sistema financeiro brasileiro sem precisar desenvolver por conta própria cada componente necessário para movimentar BRL.

A exchange mantém sua plataforma, marca e experiência do usuário, enquanto a infraestrutura conecta os diferentes trilhos necessários para movimentar recursos entre o BRL, o sistema financeiro brasileiro e o ecossistema global de ativos digitais.

Escolha um parceiro que cresça com a sua operação

A escolha de um parceiro para operar no Brasil deve partir das necessidades da própria exchange. Antes de comparar provedores, é importante entender quais fluxos precisam ser estruturados, quais serviços são necessários e como esses componentes precisam funcionar juntos.

A partir daí, critérios como cobertura de serviços financeiros, on-ramp e off-ramp, liquidez, integração via API, compliance, conhecimento do mercado brasileiro e escalabilidade ajudam a identificar a infraestrutura adequada.

Para exchanges internacionais, trabalhar com uma infraestrutura financeira integrada pode reduzir a complexidade de entrar no mercado brasileiro e facilitar a criação de uma experiência local para os usuários.

Sua exchange quer oferecer depósitos e saques em BRL no Brasil? Fale com o time da Transfero e descubra como nossa infraestrutura pode apoiar sua operação.

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