On-ramp e off-ramp: como empresas convertem reais e USDT

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On-ramp e off-ramp entre reais e USDT, com liquidação via Pix

Uma exchange brasileira recebe R$ 2 milhões por dia em depósitos via Pix de usuários que querem comprar USDT. No fim do dia, outros usuários sacam USDT e esperam reais na conta. O time de produto precisa de on-ramp e off-ramp rodando dentro do app, sem etapa manual.

O on-ramp recebe reais, normalmente via Pix, e entrega USDT numa carteira; o off-ramp faz o caminho inverso e paga reais via Pix. No Brasil, os dois são operações de câmbio pelas regras do Banco Central, e o prestador faz o KYC dos dois lados.

O que são on-ramp e off-ramp?

O on-ramp é a entrada do real no mundo cripto: entram reais, sai stablecoin. O off-ramp é a saída: entra stablecoin, saem reais.

Para uma empresa, o ramp é um serviço ligado ao produto por API. Cada conversão acontece sozinha quando o usuário deposita ou saca, sem operador no meio.

A análise sobre moedas tradicionais e stablecoins na mesma transação mostra como os dois lados se encontram num mesmo fluxo de pagamento.

Quem precisa de um ramp?

Toda empresa cujo produto transita o tempo todo entre reais e stablecoins. Quatro perfis concentram a maior parte da demanda.

Exchanges

Usuários depositam reais para comprar cripto e sacam reais depois de vender. O ramp transforma esses Pix em saldo de stablecoin e vice-versa.

PSPs

Prestadores de serviços de pagamento usam stablecoins para liquidar pagamentos internacionais. O ramp converte em USDT os reais que eles recebem, ou em reais o USDT que chega.

Fintechs

Apps que oferecem saldo em dólar ou compra de cripto precisam da conversão por trás do botão. O ramp roda nos bastidores da experiência do usuário.

Empresas com tesouraria em stablecoin

Quem guarda parte do caixa em stablecoin usa o ramp para ir e voltar entre esse saldo e os reais das despesas locais.

Como funciona um on-ramp, passo a passo?

O usuário, ou a própria empresa, envia reais via Pix para uma conta do prestador. O prestador confirma o depósito, identifica quem enviou e cota a conversão.

Pela cotação, o prestador converte os reais em USDT. Depois, entrega a stablecoin na carteira indicada pela empresa.

No exemplo da abertura, os usuários da exchange enviam R$ 2 milhões em depósitos via Pix ao longo do dia. Cada depósito dispara uma chamada de API, o prestador converte e credita o USDT na carteira da exchange, que reflete o saldo na conta de cada usuário.

Precisa converter reais e USDT dentro do seu produto? Fale com o time.

Como funciona um off-ramp?

A empresa envia USDT para um endereço do prestador. O prestador confirma a transferência on-chain, converte a stablecoin em reais e paga a conta de destino via Pix.

Para a exchange, esse é o fluxo de saque. O usuário pede o saque, a exchange envia USDT ao prestador e o usuário recebe reais na conta bancária ligada ao seu CPF.

Os dois sentidos usam as mesmas peças: uma perna em Pix, uma perna on-chain e a conversão no meio.

Ramp por API ou mesa OTC: quando usar cada um?

O ramp por API serve para conversões contínuas e menores, disparadas pelos usuários. A mesa OTC serve para blocos grandes, negociados com preço travado para o valor inteiro.

Critério

Ramp por API

Mesa OTC

Gatilho

Cada depósito ou saque de usuário

Uma decisão da tesouraria

Tamanho

Muitos valores pequenos e médios

Blocos grandes

Preço

Cotado a cada conversão

Travado para o bloco inteiro

Integração

API dentro do produto

Pedido de cotação e confirmação

Muitas empresas usam os dois: o ramp para o fluxo diário dos usuários e a mesa para rebalancear a tesouraria.

Como o preço é definido?

O preço do USDT em reais acompanha o dólar, porque o USDT segue o dólar americano. O prestador parte dessa referência e soma o seu spread ou tarifa.

Tamanho, horário e condições de mercado pesam no preço final. Compare prestadores pelos reais recebidos ou pagos por USDT, não pela taxa anunciada.

A comparação das diferenças entre USDT, USDC, EURC e BRZ explica o lastro de cada stablecoin. O BRZ, a stablecoin lastreada em real emitida pela Transfero desde 2019, tem lastro de 1:1 em reais.

Quais checagens de compliance acontecem?

No Brasil, o ramp é uma operação de câmbio. A Resolução BCB nº 521, de 10 de novembro de 2025, incluiu o art. 76-A na Resolução BCB nº 277: desde 2 de fevereiro de 2026, compra, venda e troca de stablecoin, e transferências de e para carteira autocustodiada, são operações do mercado de câmbio.

A transferência para uma carteira autocustodiada exige identificar o dono dessa carteira. O prestador também faz o KYC da empresa e monitora cada transação.

A mesma norma traz um limite específico. Pelo art. 29, uma SPSAV fica limitada a US$ 100 mil por operação quando a contraparte não é instituição autorizada a operar câmbio.

Como funciona o ramp da Transfero?

O Crypto as a Service (CaaS) da Transfero oferece a exchanges, fintechs, neobancos e carteiras rampas, swaps, pagamentos e custódia via API, como infraestrutura licenciada, dentro de um ambiente regulado com KYC e PLD integrados.

  • Entrada e saída de reais via Pix (on/off-ramp), pela infraestrutura de cripto da Transfero

  • Custódia com tecnologia Fireblocks

  • Swaps e pagamentos na mesma integração

  • KYC e PLD embutidos no fluxo

Uma exchange global entre as cinco maiores usou essa estrutura para rodar on/off-ramp de real, BRZ e KYC numa única integração. Segundo o case publicado, o volume negociado cresceu 200%. A plataforma processou mais de 9,8 milhões de transações em 2025.

Perguntas para fazer antes de integrar um ramp

  • Quantas conversões por dia, e de que tamanho, o seu produto vai gerar?

  • Você precisa de on-ramp, off-ramp ou dos dois?

  • Como o prestador identifica os donos de carteiras autocustodiadas?

  • Como o preço é cotado, e como ele aparece para os seus usuários?

  • Quais conversões vão pelo ramp e quais pela mesa OTC?

  • Como o prestador trata as regras de câmbio da Resolução 521?

Fale com a Transfero sobre on-ramp e off-ramp.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva uma conversão de reais para USDT?

A perna em Pix é confirmada em segundos, e a transferência on-chain depende da rede. O tempo total depende ainda das checagens e do processo de conversão do prestador. Pergunte a cada prestador o ciclo completo, do depósito via Pix ao USDT na carteira, e o inverso.

Quais redes são suportadas?

Depende do prestador. Cada um suporta um conjunto de redes blockchain para cada stablecoin, e essa lista pode mudar. Confirme as redes antes da integração e garanta que carteiras e usuários usem a mesma rede em toda transferência.

Existe valor mínimo?

Cada prestador define as suas condições. O ramp é feito para conversões frequentes de tamanhos variados, e valores muito grandes costumam ir para a mesa OTC. Confira os termos do prestador para os fluxos que o seu produto vai gerar.

O usuário final precisa ter CPF?

Na perna em Pix, a conta que envia ou recebe reais está ligada a um CPF ou CNPJ. O prestador também identifica as partes envolvidas no seu KYC. Usuários estrangeiros sem conta no Brasil costumam precisar de outra rota para o lado em moeda fiduciária.

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